Talentos

Senhor Luís Jorge Antunes do
lugar da Caxieira freguesia de Santa Eufémia, Pedreiro de
profissão sempre sentiu o gosto pela escultura em madeira.
Sem qualquer formação, e somente da sua própria
habilidade foi criando ao longo dos anos uma variedade de imagens.
Hoje mostra com muito orgulho uma parte do seu trabalho.
"Faço-o por amor próprio e por gostar de de
criar"
Luís Jorge Antunes
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Bruno Roda On-Air
Producer e Designer na MTV Portugal
.”O Livro dos “Bonequinhos”

Bruno Miguel Pereira Roda, 24 anos, nasceu em Santa Eufémia Leiria. Possui o curso de Design Gráfico, pela Escola Superior de Arte e Design, das Caldas da Rainha e, desde e de Julho de 2006 trabalha como On-Air Producer e Designer na MTV Portugal, canal televisivos músicos internacional. De Janeiro a Junho, também deste ano, havia já trabalhado, como Designer Gráfico, na Leo Burnett, agência de publicidade de Lisboa. Este ano ainda, foi finalista e seleccionado para a Mostra Jovens Criadores 2006, organizado pelo clube Português de artes e Ideias, na categoria de Ilustração, cuja exposição decorre no Montijo até 15 de Dezembro. Em cerca de 100 seleccionados, apenas Bruno da nossa freguesia, havendo mais dois jovens, de Pombal e Alcobaça, seleccionados respectivamente na área da Moda e Literatura.
Iniciou a actividade, como freelancer na área em 2001, tendo entre outras experiencias profissionais, trabalhado como Designer Gráfico e Multi média na Elemento Activo, atelier em Leiria. Praticou Atletismo entre 1997 e 2001, um pouco por influência do seu professor de Desporto, Paulo Reis no Colégio Conciliar Maria Imaculada. Como representante da Juventude Vidigalense, e entre outras classificações cimeiras, foi campeão nacional em Heptátulo Pista Coberta, na categoria de Júnior, em 1999-2000 e também vice-campeão nacional em Salto em comprimento Pista Coberta, na mesma categoria.
Além do interesse pelas novas tecnologias e de desenhar, é fã da internet, cinema, desporto em geral, ler, cozinhar, viajar e conhecer e comunicar com pessoas de diferentes culturas. Optou por viver em Lisboa devido às maiores facilidades do mercado de trabalho e cada vez mais defende que devemos viver o momento e fazer cada coisa a seu tempo. Namora mas não pensa, para já, casar. Mora em Benfica e viaja sempre de Metro e de outros transportes públicos, do qual é defensor acérrimo. Também gosta de andar a pé.
Os pais de Bruno não acreditavam muito e se questionavam se ele queria ganhar a vida a fazer " bonequinhos"..
Bruno Roda hoje responde: " Claro que não estou a pensar ganhar a vida a desenhar.
Faço-o por amor-próprio e por gostar de de criar".
Jornal de Leiria 30 de Novembro de 2006
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Valores da Nossa Terra
Ao folhearmos a revista " 250
MAIORES EMPRESAS DO DISTRITO DE LEIRIA" encontrámos
algumas empresas fundadas por empresários da nossa freguesia.
Queremos prestar homenagem à sua Coragem, iniciativa, trabalho,
dedicação, entusiasmo, desejar-lhe as maiores prosperidades
ao mesmo tempo que os felicitamos pelos êxitos alcançados.
O empresário SENHOR FERNANDO RODA RODRIGUES
PEREIRA, natural da Caxieira, freguesia de Santa Eufémia,
foi o grande empreendedor do Centro Hospitalar de São Francisco
é uma instituição Hospitalar de São
Francisco é uma instituição de referência,
que presta cuidados de saúde globais, de forma personalizada,
atempada e com grande capacidade técnica. Como filiais tem
no Porto, o Hospital de Santa Maria, e em Lisboa o Hospital de S.
Luís extensões em Alcobaça, Pombal e em outras
localidades. Brevemente vai inaugurar um novo edifício em
Leiria, que fica ligado ao existente. Em 2003 registou 1 684 internamentos,
mais de 40 mil consultas e 1 598 intervenções cirúrgicas.
Ao grande amigo Senhor Fernando Roda e a todos os seus colaboradores, um grande abraço de parabéns e felicidades.
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Um outro Grande empresário da nossa terra é o
SENHOR ADELINO RODA RODRIGUES PEREIRA.
É natural da Caxieira e tem a sua residência no Lapedo,
freguesia de Santa Eufémia.
Em 1979 criou a Leiritécnica Electrónica. Em 1986
foi criada a Tecofix - Técnica de equipamentos e Fixação,
S.A., com sede em Leiria. Actualmente a empresa tem filiais em Lisboa,
Porto, Loulé, Funchal, Viseu e Açores. Foi-lhe atribuído
o prémio PME Excelência nos anos de 1997/98/2000/ e
2001.
Em 2004 foi-lhe atribuído o Certificado de Gestão
de qualidade com base na norma ISO 90012000. Ao longo dos anos a
Tecofix comprovou junto dos seus clientes, que acompanha e lidera
as exigências da evolução do mercado e das suas
e necessidades, apresentando as melhores soluções
na comercialização e equipamentos e materiais de fixação,
e prestando Assistência Técnica pós venda aos
equipamentos comercializados.
Com 55 colaboradores, a empresa é representante exclusiva
de diversas marcas de equipamento de fixação.
A maioria dos produtos que comercializa são importados.
Ao grande amigo Senhor Adelino Rodrigues e a todos os seus colaboradores
um grande abraço de parabéns.
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Uma
outra firma que consta da lista das 250 maiores empresas do Distrito
de Leiria é a Canal centro, Lda., com a sede no Parqu e
Industrial Charneca do Bailhadouro, Pousos, Leiria. Foi fundada
em 1988 pelos nossos conterrâneos empresários SENHOR
DR. MANUEL DE SOUSA CARREIRA Gaspar e JOSÉ DE SOUSA CARREIRA
GASPAR, naturais do Casal da Ladeira, Santa Eufémia. É
Director Geral o Senhor Dr. Manuel Gaspar, residente no Casal da
Ladeira.
A firma tem 25 empregados, e dedica-se à comercialização
dos materiais para canalização e Climatização
e Saneamento. É importador de caldeiras e radiadores da marca
italiana BIASI.
Com certeza, outros empresários naturais da nossa freguesia
de Santa Eufémia constam da listagem das 250 maiores empresas
do distrito de Leiria. Pedimos e agradecemos que nos comuniquem
os nomes das firmas e dos empresários, pois teremos muito
gosto e é para nós uma honra fazer-lhes uma homenagem
nas páginas do MAIS ALÉM...
Ao Senhor Dr. Manuel Gaspar e irmão José e a todos
os empresários da nossa terra enviamos o nosso abraço
amigo de saudação e votos sinceros das maiores prosperidades
e felicidade
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Dr. Luís José
da Câmara Oliveira.
Com a devida vénia transcrevemos de " A Voz do Domingo"
de 21 de Dezembro de 1941, algumas notas biográficas deste
ilustre filho de Santa Eufémia:
Nasceu no lugar dos Ferreiros (actualmente desta freguesia) a 19
de Março de 1865. Recebeu uma educação profundamente
cristã de seus piedosos pais, Luís José de
Oliveira e D. Eufémia de Jesus da Câmara Oliveira.
Estudante aplicado e trabalhador, decidiu seguir a magistratura.
Advogado distinto, recto e consciencioso, desempenhou, pouco depois
da sua formatura, o cargo de Juiz Municipal em Monforte do Alentejo.
Advogou em várias terras, até fixar residência
em Leiria, onde foi Presidente da Ordens dos Advogados, admistrador
do Concelho, Secretário-geral do Governo Civil, Vice-presidente
da Junta Geral do Distrito e presidente de várias associações.
Na escola normal de que foi organizador, professor e director de
1899 a 1919, colocou as suas elevadas e raras qualidades de mestre
e educador exemplar e prudente, cativando o carinho e veneração
de professores e alunos.
Nomeado provedor da Santa Casa da Misericórdia e Hospital
Dom Manuel de Aguiar de Leiria em 24 de Janeiro de 1933, tomou posse
de 29 do mesmo mês e dedicou-se totalmente, com todo o seu
prestígio e influência ao desenvolvimento e prosperidade
desta instituição, como o atestam as profundas transformações
e grandes melhoramentos que sofreu esta Santa Casa nos incompletos
oito anos da sua provedoria.
Enfermagem religiosa, Banco Hospitalar e sala de Operações
com mobiliário e material cirúrgico precisos. Laboratório
de análises Clínicas, Lavandaria, Escadas e Instalações
Sanitárias para as novas enfermeiras das águas-furtadas,
casa mortuária, uma das melhores, senão melhor do
País, foi uma das grandes consolações dos últimos
dias da sua vida, levando a dizer" Está satisfeita uma
das minhas grandes aspirações". Não queria
deixar esta Casa sem fazer este benefício aos mortos. Está
concluído.
Foi também no seu tempo que começaram a vir ao Hospital
os melhores operadores. Como síntese do amor de tão
benemérito provedor, temos as seguintes palavras proferidas
várias vezes antes de morrer:-" Levo o nosso querido
Hospital no coração". Façam com que ele
progrida cada vez mais A par de toda esta actividade teve sempre
uma vida exemplar.
Viúvo aos 53 anos pelo falecimento de sua piedosa esposa
D. Maria Laura Charters de Azevedo Lopes Vieira de Oliveira, dedicou-se
unicamente, aos seus três filhos e ao cumprimento dos seus
deveres de Pai e cristão.
Homem piedoso, recto e católico integral foi sempre muito
estimado por todos. A coroar tão edificante vida teve uma
morte justa. Recebido o Sagrado Viático, comungou ainda vários
dias. Horas antes de entregar a sua alma a Deus, depois duma crise
bastante dolorosa, exclama
para os filhos que o assistem de joelhos: " sofro muito!".
O sacerdote que estava presente anima-o dizendo:- Sr Provedor, Nosso
Senhor Também sofreu muito. Não tem confiança?-Tenho
e muita, respondeu. Se me pudesse dar a Santa Unção
ficava descansado. Prepara-se tudo enquanto o doente dispõe
para receber o derradeiro Sacramento. Estava tão ocupado
nesta preparação que, ao dizerem-lhe, para o animar
-- Papá, tenha confiança, porque o Papá é
um santo, imediatamente respondeu: "tenho, sim, filha, mas
não me envaideçam nos últimos momentos da minha
vida". Recebe a Extrema Unção com uma lucidez
perfeita e grade edificação, respondendo às
orações Rituais, recitando a confissão em língua
latina e apresentando as mãos e demais órgãos
para as Unções. Escuta atento e recolhido as orações
para a Indulgência Planearia à hora da morte.
Interrogado se desejava ser admitido na Irmandade da Senhora do
Carmo, respondeu que já o estava. E remata tudo com as Jaculatórias
que repetiu tantas vezes, para não dizer quase continuamente,
até morrer: «Amado Jesus, Maria e José»
etc., fazendo em seguida o sinal da Cruz. Recolhe-se um pouco. Chama
os filhos e pede para rezarem com ele e começa: «Para
que Nosso Senhor me dê forças para me desprender deste
mundo, de meus filhos e família, Glória ao Pai ao
Filho... »Etc., ao que os assistentes responderam comovidos
e a soluçar: Assim como era no princípio, etc.
Depois de pedir por várias intenções disseram-lhe
que descansasse ao que respondeu :« Já rezei o terço
e coroa seráfica.» Chama os filhos e dar-lhes os últimos
conselhos, e cada um em particular, depois a todos - « Vou
deixa-los. Estou muito cansado e abatido, mas cheio de muita confiança
em Deus. Meus filhos peço-vos que sejais sempre amigos ».
- Já o somos Papá - Responderam os que puderam. Mas
quero que o sejam ainda mais porque eu também fui, sempre,
muito amigo da vossa mãezinha.
Chama as criadas e também para elas terem um conselho e acaba
por lhes pedir perdão. Lembra-se dos netos e diz «São
pequeninos e mais tarde não se lembrarão do Avô,
mas falai-lhes dele para que se lembrem da sua Alma». Por
fim acrescentou:
- Vou-vos deixar e quero dar-vos a minha bênção
de pai. Que Nosso Senhor vos abençoe a todos, vos ajude e
faça sempre muitos amigos. Fica-se recolhido a balbuciar
jaculatórias e a beijar um crucifixo indulgenciado pelo Santo
Padre. A filha que de joelhos lhe beijava a mão diz : «este
crucifixo foi indulgenciado pelo Santo Padre. Quero leva-lo até
a sepultura. Lá tirem-no e tragam-no para casa. É
uma relíquia de família.»
Várias crises e entra em agonia, mas perfeitamente lúcido
e consciente do seu estado. Lima ele próprio os suores frios
da morte. Continuam as Jaculatórias com a mesma confiança.
Chega o sacerdote para rezar o ofício da agonia que já
tinha sido rezado pelo próprio doente e um filho. Conhece
nitidamente o sacerdote : «estou exausto, mas confiante».
Repete-se o ofício da agonia que o agonizante acompanha,
respondendo com a família. É tão perfeita a
sua lucidez, serenidade e confiança com que encara a morte
que corrigiu, ou antes lembrou ao sacerdote o próprio nome.
Terminando o ofício da agonia, uns 50 minutos antes da morte,
despede-se do sacerdote e agradece-lhe tudo. Continuem as jaculatórias
e pede para ser amortalhado com o hábito franciscano e ir
descalço. Há um ano que era irmão terceiro
franciscano fervoroso e edificante.
Receitam-se as Orações pelos moribundos. O doente
interrompe e diz: « O Papa Urbano V||| fez uma oração
e disse que quem a rezasse à hora da morte, ganharia indulgências
plenária. Vou dize-la» Todos se calaram e ele recita
a oração.
Continuem as orações pelos moribundos e o agonizante
responde, poucos minutos antes de morrer, à última:
- «Assim seja».
Num gesto bastante penoso arrasta a mão aos lábios.
Dão-lhe o crucifixo. Beija-o, aperta-o aperta-o contra os
lábios, volta a cabeça para o lado e rende a alma
ao Criador. Esta é a morte do justo. Como consolador, nesta
época, ver tão santamente morrer quem tão exemplarmente
soube viver.
Sigamos o conselho de tão justo varão; preparemo-nos
para a morte desde já durante a vida inteira e não
guardemos para as últimas horas.
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Há algum tempo, o Dr. D;artistas músicos , cineastras escritores, das entidades e organizações que as tornam realidade (...). A NUMEROMAGAZINE temedição bilingue e é distribuida em França, Itália ,Inglaterra e U.S.A" Um grande abraço ao Dr DINIS GUARDA e muitos prabéns.
Dinis Guarda, natural da Caxieira, ofereceu - nos alguns exemplos da revista NÚMEROMAGAZINE, de que é Director. Num editorial da revista podemos ler que NÚMEROMA-GAZINE" fala das artes e da cultura portuguesa e internaciona- artes visuais, cinema, musica, arquitectura teatro, dança...de uma forma lúdica atenta, comtemporânea (...).
V ive-se um momento excepcional na arte e na cultura portuguesa, um momento invulgar de projecção de criadores e é preciso analisar, reforçar e dar-lhe continuidade. Sem preconceitos sem, sem pruridos, falar de artes e da cultura de hoje, através das ideias e das obras dos pensadores artistas músicos , cineastas escritores, das entidades e organizações que as tornam realidade (...). A NUMEROMAGAZINE tem edição bilingue e é distribuída em França, Itália ,Inglaterra e "U.S.A".
Um grande abraço ao Dr. DINIS GUARDA e muitos parabéns.
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Código do Trabalho
O Dr. Joaquim Faria Fartaria da Quinta dos frades freguesia de Santa
Eufémia, é licenciado em Direito pela Universidade
Internacional de Lisboa; Frequência do curso de Mestrado em
Ergonomia e segurança no Trabalho pela Faculdade de Motricidade
Humana da Universidade Técnica de Lisboa; Pós-graduado
em segurança, Higiene e Saúde no trabalho pelo ISLA
de Lisboa; Pós graduado em direito do Trabalho pela Faculdade
de Direito de Lisboa; Docente Universitário.
É autor do livro CÓDIGO DO TRABALHO, editado em Abril
de 2004
Além disso é o coordenador do livro MANUAL PRÁTICO
DE DIREITO DO TRABALHO.
No desdobrável da apresentação do" Manual
Prático de Direito do Trabalho" lê-se: "Autores
com larga experiência no direito laboral, sob a coordenação
do Dr Fartaria, asseguram a qualidade e rigor técnico desta
obra" E o Dr Faria Fartaria comenta: "Nesta sociedade
laboriosa e concorrência, devemos optar por uma escolha em
que temos desenvolvido nos enriqueçam.
A leitura da obra" Manual Prático de Direito do Trabalho"
será uma fonte de enriquecimento na vertente laboral face
às mudanças ora operadas, dada a forma simples, clara
e objectiva como se encontram inseridas neste manual.

No dia 14 de Dezembro de 2006, ocorreu, em Leiria, a apresentação
do novo livro do Dr. Faria Fartaria - CÓDIGO DO TRABALHO.
O Código do trabalho deverá ser um instrumento de
melhorias, e garantias e não de equilíbrio ou de desregulamentação,
como forma de transparência e de eficácia da própria
estrutura, de forma de forma a reforçar o papel de cada um
dos agentes, combatendo a desigualdade, simplificando o papel instrutivo
criando assim autonomia e liberdade empresarial respeitando e reforçando
a massa laboriosa e os direitos constitucionalmente vertidos e comunitariamente
deliberados e aceites por força do tratado de adesão,
baseados no princípio e respeito pela dignidade humana, da
democracia, da igualdade, da liberdade e da tolerância sem
beliscar a descriminação e a segurança no trabalho.
Um grande abraço de amizade e parabéns ao Dr. Faria
Fartaria
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O Dr Álvaro Santos Pereira Faustino, da Caxieira freguesia
de Santa Eufémia.
Sabemos que foi jornalista de vários jornais de lisboa e agora é Editor da Revista:
ECONOMIA PURA.
Felicitamos o Dr. Álvaro Faustino pelos seus contínuos sucessos literários com um grande abraço de amizade -
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A
empresa Sarraipa
Na lista das " 250"Maiores do distrito de Leiria"
a empresa Sarraipa, Maquinas e Equipamentos Industriais, S.A., está
em 88 º lugar. O dinâmico empresário Sr José
Pereira Sarraipa, Natural das Quintas do Sirol, da nossa freguesia
de Santa Eufémia, deu início a esta empresa no ano
1979. Actualmente é o seu admistrador, tem 60 empregados
e a sede da empresa é na rua das flores, Carreira d'Água,
Barosa Leiria, com uma filial no norte, na zona industrial de S.
Caetano, em Gaia. A sua actividade é a importação,
exportação comercialização de maquinas
e ferramentas industriais. O Sr. José Pereira Sarraipa também
fundou a empresa Leiriferramentas.
Comércio de pneus e máquinas, Lda., com sede na Rua
da Cooperativa, nº 2- S.Romão, Leiria
No âmbito das comemorações do 50.º aniversário
da elevação de Santa Eufémia à categoria
de freguesia religiosa, o nosso conterrâneo Sr.Dr. RAFAEL
JOSÉ ANTUNES MARQUES, natural das Quintas do Sirol, onde
reside, enriqueceu as nossas gentes com o valioso e agradável
livro " A FREGUESIA DE SANTA EUFÉMIA E O SEU PASSADO
HISTÓRICO".
No prefácio escreve:"Cada região do país,
cada cidade ou aldeia possui uma alma e um modo de viver conformes
aos padrões preestabelecidos pelos antepassados e a nossa
terra também não foge à regra.
Lentamente, ao longo dos séculos, e ao definirem-se os ditames
culturais da época, ela foi-se transformando e progredindo,
não permanecendo estanque e imutável; presenciou a
crueldade dos invasores franceses, enviou soldados para a Grande
Guerra, sofreu na carne a carestia de 1939-45, viu partir inúmeros
soldados para a defesa das nossas antigas províncias ultramarinas
e ajudou, com os seus filhos, na reconstrução da Europa
do pós guerra." Parabéns e felicidades ao grande
amigo Dr. Rafael Marques. Se ainda não possui este belo livro
, poderá adquiri-lo no Cartório Paroquial de Santa
Eufémia.
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O
Pe. José Carreira natural do lugar das Quintas do
Sirol, onde faleceu em 11/08/1983 depois de longa, zelosa e frutuosa
actividade sacerdotal e apostólica em diversas paróquias
da diocese, escreveu o livro O CLERO DA DIOCESE DE LEIRIA E O SEU
PASSADO.
A Obra em si constitui, um repositório abundante de informações históricas, biográficas e religiosas de autêntico valor cultural e formativo, não só para os sacerdotes, mas também para os leigos da nossa querida Diocese, pois tanto uns como outros temos sempre muito que aprender com os exemplos de zelo apostólico e de fé não fingida de tantos Ministros de Deus que, durante séculos, pastorearam este cantinho abençoado de terra de Santa Maria. O livro custou ao seu autor não menos de dez anos de trabalho constante e duro, por Cartórios Paroquiais, campas sepulturas e Bibliotecas Distritais, sem contar os kilómetros percorridos em viagens de pesquisa e de recolha seleccionada.
O Pe. José Carreira não teve a alegria de ver o seu livro publicado. A edição é de Agosto de 1984, no primeiro aniversário da sua morte. Lembremo-lo nas nossas orações.
Se ainda não possui esta valiosa obra poderá adquiri-la no Cartório Paroquial de Santa Eufémia.
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Mário César
Faria Lopes.
Jovem
de 23 anos, da Caxieira, estuda e trabalha na arte de talhar a pedra.
Iniciando estudos em 1997 na Escola de Artes e Ofícios Tradicionais
da Batalha no curso de Canteria, teve a oportunidade de conhecer
as primeiras bases de trabalhar a pedra criar um relacionamento
afectuoso com o meio. Rodeado por um ambiente invejável para
a arte da talha da pedra, entre o Mestre Alfredo Neto Ribeiro, desenvolveu
os seus primeiros trabalhos com o seguimento e atenção
de Alzira e do Tó-Zé ( professores de cantaria na
escola). Chegou a participar em concursos profissionais a nível
regional e nacional na modalidade de Cantaria, o que lhe permitiu
representar Portugal na competição Mundial de Ofícios,
que se realizou em Montreal, no Canada, em 1999. Prosseguiu estudos
no estrangeiro à procura de aprofundar conhecimentos sobre
técnicas de trabalhar a pedra e sobre escultura, em Carrara
(Itália), famosa pelos seus apreciados mármores, consideradas
de excelente qualidade para a escultura. Ali onde desde os tempos
da Grécia antiga os romanos já faziam exploração
do mármore e onde ainda hoje vêm escultores de todo
o mundo para realizar os seus trabalhos nessa matéria-prima
tão desejada. Durante os seus estudos académicos teve
a oportunidade de visitar parte do património artístico
do país, tão conhecido em todo o mundo para realizar
pelas obras-prima s
deixadas pelos grandes Mestres com: Miguel Ângelo Rafael,
Leonardo da Venci..., e frequentar laboratórios de escultura,
onde se realizam parte das esculturas contemporâneas saídas
debaixo das mãos de artesãos que reproduzem fielmente
a colossal escultura do David de Miguel Ângelo até
à execução em mármore dos últimos
modelos dos escultores mais Conceituados. Durante o mesmo período
colaborou na remodelação da Igreja dos Franciscanos
onde executou o púlpito que contém o sacrário.
Participou em vários simpósios de escultura por Israel
e Franca.
Durante o ano que corre acabará os estudos e pensa voltar
à terra natal, para se dedicar à escultura.
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Leonel Pereira de Oliveira
24 Anos Caxieira Filho de Adriano Estrela de Oliveira e de Jacinta
dos Santos Pereira Faustino, terminou, este ano, a Licenciatura
em Ensino de Matemática na Universidade do Minho, em Braga,
com a nota final de 16 valores.
No decorrer do curso foi representante dos alunos no Departamento
de Matemática da Universidade do Minho. Recebeu o prémio
por Mérito Escolar nos anos de 2002/2003 e 2003/2004, atribuído
pela Universidade aos alunos que transitem de ano com média
superior a 14 valores e sem disciplinas em atraso. Como não
conseguiu colocação no presente ano lectivo, estará
a tirar um curso Pós-graduação em Estatística
Avançada e Matemática Financeira, na Universidade
de Coimbra.
Porque escolheste-o Curso de Matemática sabendo que é
a disciplina mais temida dos alunos?
Escolhi este curso pois desde cedo desenvolvi um grande gosto pelo
cálculo e pelo raciocínio matemático. A escolha
da via ensino deveu-se ao gozo que sentia a tirar algumas dúvidas
a colegas meus e ao gosto que sempre tive ao me relacionar com jovens.
Para além disso, o desafio de encarar um curso de Matemática
fez-me despertar o interesse por saber mais sobre esta ciência
milenar.
Quais as dificuldades que sentiste ao longo do curso ?
Obviamente que o grande fosse existente entre o Secundário
e o Ensino Superior é uma das maiores dificuldades que qualquer
jovem tem de enfrentar. Para além disso, quando nos predispomos
a enfrentar um curso com grau de dificuldade de Matemática,
temos de nos privar de muitas coisas e de nos entregar de corpo
e alma ao curso, mesmo que isso implique que abdicar do que adoremos
fazer, para passarmos imensas horas a estudar.
Economicamente como suportaste o curso?
Felizmente a minha mãe teve a possibilidade de me financiar
o curso, apesar de eu sempre ter trabalhado durante as férias
para poder ajudar nas minhas despesas.
Qual a tua perspectiva de trabalho agora
que o curso terminou?
Este ano estou a dedicar-me à minha pós-graduação,
já que leccionar é quase impossível devido
às regras do concurso.
Penso que para o próximo ano irei ter mais hipóteses
de poder vir a fazer o que gosto que é ser professor. Caso
não seja colocado vou tentar enveredar por áreas para
as quais a pós-graduação me abra novas portas,
como o mundo empresarial ou a banca. Futuramente poderei escrever
a Tese de Mestrado e depois, quem sabe, debruçar-me sobre
o doutoramento
Estás disponível para dar apoio aos jovens que necessitem?
Sim claro. Estou disponível para ajudar os jovens quer seja
em explicações ou em estudo acompanhado. Tenho já
alguns anúncios, com o meu contacto, espalhados aqui pela
freguesia, inclusivo no "Mais Além"
Que podes dizer sobre o estado da Matemática
em Portugal?
Todos sabemos que os resultados não são nada animadores.
Em primeiro lugar penso que é fundamental que se mudem as
mentalidades, quer dos pais quer dos alunos. Quando os pais tomam
conhecimento que o seu educando tem maus resultados nesta disciplina
tal é visto como natural e previsível, o que leva,
por vezes, a um certo desleixo e desmotivação dos
alunos pela disciplina. Tal facto é inadmissível e
incompreensível, pois a Matemática exige um estudo
contínuo que requer boas bases e se os alunos não
trazem essas bases do 2.º e 3.º ciclo. Quando se encontram
no 12.º ano torna-se extremamente difícil conseguirem
atingir os objectivos. Obviamente que temos de admitir que também
existem maus profissionais a leccionar, que não tiveram uma
formação adequada e que não estão preparados
para enfrentar o desafio da implementação das novas
tecnologias no ensino da Matemática.
Sabemos que te ofereceste à paróquia para colaborar
na catequese, o que te levou a fazê-lo?
Julgo que o meu gosto pelo contacto e relacionamento com jovens
falou uma vez mais alto. Mas sobretudo lembro-me de no meu último
dia de catequese antes do Crisma, quando o Senhor Prior me perguntou
qual o contributo que eu gostaria de dar, no futuro à paróquia,
ter respondido que gostaria de ser catequista e quando ouvi o apelo
feito na missa para a necessidade de novas pessoas se inscreverem,
não hesitei.
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Muitos dos nossos leitores tiveram a possibilidade
de ver, na igreja de Santa Eufémia, durante as festas de
Natal e Ano Novo de 2003, uma bela pintura da sagrada família.
Foi um trabalho realizado por um jovem da nossa paróquia,
estudante na área de escultura, chamado Leonel Guarda de
vinte e dois anos, e residente na Caxieira.
A o
inscrever-me num curso de Formação Profissional de
Artes e Ofícios Tradicionais na Escola de Cantaria da Batalha
com um amigo da Caxieira, o Mário Lopes, aí ganhei
o gosto pelas Belas Artes. Depois, incentivado pelo professor e
pelo colega de escola, Mário, decidi fazer a experiência
de continuar os estudos numa Escola de Escultura dêem Carrara,
na Itália.
Estou numa Escola Internacional, num curso de quatro anos, lido
com muitos alunos de vários países, aprede-se directamente
com colegas quase todos mais velhos do que eu e de culturas muito
diferentes.
Além das disciplinas obrigatórias: Escultura, Anatomia
Artística e Histórica da Arte; e das que escolhi:
Restauro de mármores ( pedras, calcário, cerâmica
e gesso) e Teoria da da percepção (compreender as
obras), tenho que estudar muito; Filosofia, Psicologia e História.
Isto porque, hoje, a escultura não técnica, como nos
séculos XVI e XVII quando a arte atingiu o nível máximo
de perfeição, a arte é mais filosófica;
poética; musical; espiritual; do sonho; do racional e do
irracional. Hoje a arte é a transmissão destes sentimentos.
Participei algumas vezes num concurso de Pintura e Escultura em
Sintra em 1999 e 2003, e num concurso da Escola onde estudo.
Os meus objectivos são aprender bem o desenho e o curso em
geral, digamos, criar as bases necessárias para exercer melhor
o futuro, sabendo que estudar no estrangeiro, onde se aprendem técnicas
e modos diferentes, dá maturidade e enriquece o conhecimento.
Mais Além 15 / 02 / 2003
Obrigado e felicidades
A.M.
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* Rui
Manuel Guarda Carreira.
Nasceu no lapedo, Santa Eufémia, Leiria. Depois de
ter terminado o curso Geral do Conservatório na escola na
Música do Orfeão de Leiria, concluiu a Licenciatura
em Professor de Educação Musical, na Escola Superior
de educação de Leiria. Teve aulas de Análise
e Técnicas de composição com o professor e
maestro Pedro Figueiredo e técnicas de Ensino e Direcção
Coral com o maestro Edgar Saramago. Paralelamente, frequentou os
XXIx e XXX Cursos Internacionais de Direcção Coral
de Lérida, em Espanha o VI Curso Internacional de Direcção
Coral de Sines, com os maestros Edgar Saramago, Ger Hovius, Johon
Ross e Vianey da Cruz, e o II Curso Nacional de Música Litúrgica
1995/ 1998, como director de cor, com o maestro Hubert Velten, promovido
pelo Secretariado Nacional Pastoral Litúrgica. Frequentou,
desde 1990, o curso de Direcção de Orquestra na classe
de Maestro Jean Sebastien Bereau, no conservatório Nacional
de Region, em Dijon Franca, tendo concluído o D.E.M, em 2001.
Fundou, em 1993, o Coro da Casa do Pessoal do Hospital de Santo
André, de Leiria, que dirigiu até 1997. Desde então,
tem sido convidado a dirigir vários agrupamentos vocais e
instrumentais. É maestro assistente dos Corais do Orfeão
de Leiria e do Coro de Câmara da Escola de Música do
orfeão de Leria e do Coro de Câmara de Escola de Música
do Orfeão de Leiria, desde 2000, com os quais tem realizado
diversos concertos. Lecciona na Escola de Música do Orfeão
de leria.
Desde Outubro de 2002, é maestro da Banda/Orquestra de Sopros
da Academia de música de Alcobaça. Dirige também
s Swing Golp Jazz, Orquestra Ligeira da Golpilheira, desde Outubro
de 2003.
De "Jornal da Golpilheira "
Nota: O Maestro Rui
Carreira, sempre tem colaborado na nossa paróquia de Santa
Eufémia, com muita dedicação, entusiasmo e
empenho, no ensino e ensaio dos grupos corais e na sua direcção
artística. Também, por sua iniciativa, tivemos na
nossa freguesia a audição do Coro da Casa do Pessoal
do Hospital de santo André, e do Coro de Câmara da
Escola de Música do Orfeão de Leiria.
Ao nosso amigo Maestro Rui Carreira, o nosso grande abraço
de muita amizade e gratidão, e votos sinceros dos maiores
sucessos.
*
* .*
*
Mas quem é
Francisco de Oliveira?
Nasceu
no Lapedo, freguesia de Santa Eufémia. Foram seus pais José
de Oliveira e Maria Pereira. Um casal de lavradores e
moleiros. Cultivavam a terra e preparavam a farinha na moenda movida
a água. Eram de condição humilde mas viviam
felizes, rodeados dos filhos que Deus lhes mandava. Quando o senhor
José tinha 50 anos e Dona Maria 40, e o filho mais velho
17, viram nascer mais um rebento. O oitavo. Era homem. Foi do dia
13 de Setembro de 1929. Um mês depois, foi baptizado e recebeu
o nome de Francisco de Oliveira. Depois dele viriam mais três.
Todos os filhos moravam em casa com os pais, menos o terceiro que
já estava no seminário, e mais tarde, seria sacerdote
Espirantano--O Pe. José de Oliveira (Andrino).
Faleceu a 29 de Agosto de 1985, como o Mais Alem noticiou na altura.
Os outros irmãos eram o Guilhermino, a Inácia, a Custódia,
a Cândida, A Luísa, o Manuel, o António, a Maria.
A Maria foi religiosa nas irmãs Salesianas e faleceu no Externato
Maria Auxiliadora, em Viana do Castelo, no dia 4 de Agosto de 2002.
O
Francisco foi crescendo forte e robusto. Aos 7 anos foi para a escola,
que ficava a 4 km, que ele percorria a pé, todos os dias,
e não lhe parecia nada longe. Foi um aluno, bom simples e
aplicado. Na escola havia um professor: o professor Rodrigues. Era
o professor da primeira, segunda, terceira e quarta classe. Dos
meninos e das meninas. Não havia separação.
Aos 16 anos, jovem Francisco começou a sentir uma inquietação.
À sua volta via a mundanidade nas pessoas. Via a maldade
nas pessoas. Via a maldade nos vizinhos. Via as vinganças,
os ódios e as velhacarias. Ele não gostava nada disso.
Ele queria sair dali.
Eis que apareceu a providência. Um coadjutor Salesiano chega
lá a casa e diz-lhe:
Ó Francisco, tu não queres ir até Mogafores?
vai até lá!--E começou a falar de S. João
Bosco. Francisco ficou encantado com o que ouviu, falou com os pais
e eles concordaram. O irmão Guilhermino, que era mais novo
do que ele, já tinha ido para Mogofores.
Foi de comboio até Mogofores, acompanhado do pai e da mãe.
Foram recebidos muito bem; e sua mãe disse ao Director:
Olhe, Sr. Padre, se for preciso pode castiga-lo. Ele é um
bocadinho ruim. Ao que o Director, muito manso, respondeu; Aqui
não se castiga. O nosso sistema não é castigar.
Francisco era de aprendizagem fácil. Tinha inteligência
prática. Primeiro observava como é que os outros faziam.
Em seguida, já fazia o mesmo. Foi assim que durante sua vida
aprendeu um pouco de tudo. Hoje são poucas as coisas que
ele não domina. Para as coisas mais impensáveis, ele
tem sempre uma solução.
Em Mogofores fez os votos Perpétuos, no dia 15 de Agosto
de 1954, e consagrou-se definitivamente a Deus, na Família
Salesiana.
A 8 de Dezembro de 1955, chegava a Moçambique, depois de
18 dias de viagem de navio. Com outros salesianos foi pioneiro da
obra Salesiana em Lourenço Marques, Hoje Maputo. A seu cargo
tinha o lar de S. José com 70 internos, onde funcionava uma
tipografia, uma carpintaria e uma oficina mecânica. Também
tinham uma sala de teatro. Outros Salesianos davam aulas e eram
professores na escola preparatória de Professores
Em 1975 com a proclamação da independência,
os salesianos perderam tudo o que tinham construído, em Moçambique,
durante anos e anos de trabalho árduo. Da noite para o dia,
tudo foi nacionalizado. A vida tornou-se dura, quase impossível.
Todos eram obrigados a trabalhar como funcionários do regime.
Não havia mais liberdade de culto. Os salesianos foram proibidos
de trabalhar com os jovens. Feitos para os jovens e proibidos de
trabalhar com eles.
Alguns Irmãos Salesianos não resistiram e voltaram
para Portugal. Mas o Senhor Oliveira permaneceu em Moçambique.
De terra em terra, ele era motorista, mecânico, despenseiro
e catequista. Em 1992 regressa ao lar de S. José, de novo
entregue, muito deteriorado, aos Salesianos pelas autoridades competentes
onde se encontra até hoje, como sempre com múltiplas
funções.
Na ficha que se encontra na delegação com os dados
biográficos, lê-se a seguinte observação:
Motorista exime
Mecânico excelente.
Bom assistente.
No dia 7 de Julho de 2002, o Senhor Francisco Oliveira
esteve no Lapedo, na casa que foi de seus pais. Acompanhado de toda
a sua família, a família dos Casaleiros, participou
na missa, que aí se celebrou, e conviveu com muita alegria
com os seus familiares, que lhe ofereceram abundantes dávidas
para os seus rapazes de Moçambique
Parabens e felicidades Sr. Olivei
Mais Além Abril 2003
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