| |
História
da Nossa Terra
No lugar de Sirol outra, com o seu compromisso, feito no ano 1264, e foi
instituído à honra de S. Tiago, por serem naquele tempo
os moradores de Sirol da freguesia deste Santo, e depois de mudados para
a S. Pedro, a mudarão à honra de Sam Pedro
; conserva-se coma as mais, e as missas de sua obrigação
se diziam na Ermida de Santa Eufémia".
Já existia, pois a Confraria das Almas, cujo fim era dar enterramento
aos defuntos e sufragar-lhes as almas em 1264; já lá vão
bons 700 anos. Leiria e seu termo religiosamente, era súbdita dos
frades de Santa Cruz de Coimbra e na nossa cidade tinham o seu Vigário
ou representante.
---Quem nos poderá descobrir, na Torre do Tombo, Em Lisboa, datas
e nomes que falem da nossa Quinta dos Frades?
---Quanto à nossa Confraria das almas, não haverá
motivos para a restaurar?
A palavra Confrade quer dizer-nos;
---Estou com o irmão; com o irmão que vive ou agora morreu...
---Quando é que nos vivemos a curar da doença de ser muito
do ser muito acompanhado o mais pobre? Quando seremos Confrades?!Quando
iremos acompanhar os restos mortais do" irmão" em corpo
e alma--isto é--orar por ele?--sem ir atrás de todos a falar
de tudo e até dele...mas guardar silêncio e a devida compostura
e participação na liturgia de sufrágio que o momento
e o nosso irmão requer?
Tu que tens fé ... tu que vês e sentes tudo com os olhos
de ver e entender, lê e responde com cabeça e coração---à
luz da fé e da razão quando for a tua vez, se pudesses responder,
como gostarias que te fizessem!
Criação da freguesia Civil de Santa Eufémia, segundo
o decreto Nº 15.009 publicado no "Diário do Governo"
de 22 de Dezembro de 1928,1 Série, nº 925. Ministério
do interior Direcção Geral de admistração
Politica e civil Decreto Decreto n.15.009.
Atendendo ao que foi apresentado pelo governador civil de Leiria quanto
a criação das freguesias admstrativas da Boa Vista e Santa
Eufémia.
Considerando que com a criação destas duas freguesias do
concelho e distrito de Leiria se satisfaz a vontade dos povos e se atendemos
suas comodidades ficam a satisfazer as condições legais;
Usando a faculdade que me confere o nº2 do artigo 2º decreto
nº 12.740, de 26 de Novembro de todas as Repartições;
Hei por bem decretar, para valer como lei o seguinte: & 1.º--...(Não
interessa por se referir à delimitação da freguesia
da Boa Vista).
&.2.º-- A freguesia de Santa Eufémia, com sede na povoação
do mesmo nome, abrangerá as povoações de Quintas
do sirol, Figueira do Outeiro, Brejeira, Caxieira, Casal da Ladeira, Apariços,
Vale da Garcia, Ferreiros, Souto de Baixo, Casal de Capitão, e
Lapedo, tendo por limites: a oeste a linha de água a este dos Andrinos
e a estrada Nº63 que liga Leiria com Pombal, atéao marco do
Abegão ligue com o açude da Pedra, no ribeiro dos Mortórios,passando
a sul do Alqueidão e do açude da Pedra seguindo o ribeiro
que corre entre a Fonte do Oleiro e a Figueira do Outeiro até ao
extremo da actual freguesia dos Pousos; a leste a linha que segue o antigo
limite da freguesia dos Pousos até ao Carrapital e daqui passando
a este do Souto de Baixo até a Cruz de Melo; e a sul pela linha
de água que, saindo da Cruz de Melo, vai ao ribeiro do Sirol;
Artigo 2.º--Este decreto entra imediatamente en vigor, ficando revogada
a legislação em Contrário.
Determina-se portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução
do presente decreto com força de lei pertencer o cumpram e façam
cumprir e guardar tão inteiramente como nele se contém.
Os Ministros de todas as Repartições o façam imprimir,
publicar e correr. Paços do Governo da República, 7 de FEVEREIRO
DE 1928..
Considerando que as freguesias de Pousos e Caranguejeira são populosas
António Oscarde Fragoso Carmona--José Vicente de Freitas--Manuel
Rodrigues Júnior--João José Sinel de Condez--Abílio
Augusto Valdês de Passos e Sousa -- Angelo Portela -- António
Maria de Bettencourt Rodrigues -- Alfredo Augusto de Oliveira Machado
e Costa -- Artur Ivens Ferraz -- Felisberto Alves Pedrosa depois de termos
feito alusão, no numero anterior à criação
da nossa freguesia civil cabe agora referirmo-nos à
Sua criação Religiosa. Após a sua criação
civil o povo passa a viver num novo estado de insatisfação,
ansiando por ver consumado com a maior urgência possível
um outro sonho -- a criação da freguesia religiosa. A sua
consumação só veio, porém a realizar-se dezoito
anos depois pelo Senhor Bispo D.José de saudosa memória,
cuja provisão transcrevemos a seguir:
D.JOSÈ ALVES CORREIA DA SILVA, por graça de Deus e da Santa
Sé, Bispo de Leiria.
Aos que esta nossa provisão virem, Saúde Paz, e Bênção
em Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
Tendo-nos sido representado e requerido várias vezes pelos povos
da freguesia de Santa Eufémia, concelho de Leiria, a criação
de uma freguesia eclesiástica por desmembramento das de nossa Senhora
do desterro do Pousos e S. Cristóvão da Caranguejeira, do
mesmo concelho e vigoraria, mandámos organizar o processo e proceder
às diligências do estilo, o que tudo visto e;
Considerando que os povos de santa Eufémia conjuntamente com os
da Carrasqueira, Casal Capitão, Souto de Baixo e Lapedo, estes
desanexados de Caranguejeira, já obtiveram a sua independência
civil por decreto nº 15.009 publicado no "Diário do Governo"
de 22 de Dezembro de 1928, com o fim principal de formarem uma freguesia
religiosa, segundo declararam várias vezes, e sendo de toda a conveniência
e antiquíssimo costume da Santa igreja harmonizar quanto possível,
a circunscrição eclesiástica e a civil:, constituídas
por povos dispersos, distanciados das respectivas igrejas paroquiais e
que os da nova freguesia já estão na realidade separados;
Considerando que quer a freguesia freguesia dos Pousos mesmo sem os povos
de Santa Eufémia, quer a da Caranguejeira, ficam com população
suficiente para os respectivos Párocos exercem a sua actividade
espiritual:
Considerando que a Comissão que tanto tem insistido para a criação
da nova freguesia prometeu adquirir os paramentos e mais elementos precisos
numa igreja paroquial, assim como promover a côngrua sustentação
e residência do Pároco;
Considerando que o Bispo de uma diocese não pode criar uma paróquia
se não for moralmente certo que se encontra suficientemente assegurada
a côngrua sustentação paroquial (Can. 1.415);
Considerando que nova freguesia se compõe de 400.(quatro centos)
fogos;
Tendo em vista respectiva legislação canónica, ouvidos
os Revs. Cónegos da Sé de Leiria, oRev. Vigário da
Vara, e os povos convocados para reclamarem segundo a nossa Provisão
de 15 de Março de 1945;
Havemos por bem:
1.º -- Declarar canonicamente erecta a freguesia de Santa Eufémia,
com o Orago do mesmo nome.
2.º -- Fica pertencendo à vigoraria de Leiria;
3.º -- As povoações da nova freguesia correspondem
às da civil (...).
NOTA Se aqueles lugares que contra vontade foram compreendidos pela divisão
civil obtiver de futuro civilmente a satisfação das suas
aspirações, poderão requerer para voltar à
anterior jurisdição eclesiástica da Caranguejeira.
4.º -- Impomos aos fiéis da nova freguesia de Santa Eufémia
a obrigação de organizarem e concorrerem, segundo o costume
desta Diocese, para a côngrua sustentação do Rev.
Pároco cada fogo com um alqueire de cereal e meio fogo com meio
alqueire, além dos emolumentos taxados, e ainda o folar pela Pascoa,
como é do costume (...)
&4.º.-- Haja uma comissão de homens bons que tome a seu
cargo a cobrança da côngrua, mostrando aos paroquianos que
esta contribuição não é uma esmola mas uma
obrigação.
&5.º-- Se a contribuição não for suficiente
o que faltar será rateada pelos paroquianos mais abastados.
5.º.--Impomos mais aos fiéis a obrigação de
contribuírem com o necessário para o culto.(...)
Leiria 29 de Fevereiro de 1946.
José, Bispo de Leiria.
António Francisco Andrino
António Antunes.
João Fonseca.
João Fernandes.
Cândido António.
António Gaspar.
Estas assinaturas foram feitas pelos próprios que elas representam.
Tenho-os por homens probos e fieis aos seus compromissos.
Leiria 2 de Fevereiro de 1946.
P.ª António dos Reis
* * .* *
Presença Romana em Santa Eufemia
Mais além Dezembro 1996
Encontrada
enquanto da abertura dos alicerces para a construção da
nova igreja, esta moeda romana, tem sido fotografada, é mais um
elemento que vem documentar a quase certa existência desta civilização
em mais uma freguesia do concelho.
O local mais provável do povoado seria no pequeno esporão
onde se encontra edificada a igreja paroquial, bem como toda a zona envolvente
daquele templo. A situação geográfica é por
si só, bastante aprazível, uma vez que se encontra a meio
termo entre as férteis planícies da Ribeira do Sirol e os
lugares mais altos da Caxieira e Bregieira.
A moeda é um folis, em bronze, de Flávia Helena Augusta,
mão de Constantino, imperador romano do século IV d.C. que
se converteu ao cristianismo, cunhada em Heracleia ou Nico média
(cidades da Saia Menor), entre os anos 324 e 330 da nossa era.
O anverso (face principal da moeda) possui o busto drapejado de Helena,
à direita, com diadema. A legenda é a seguinte: FL ( avia)
HELENA AVGVSTA
No reverso aparece-nos Securitas (segurança), deusa venerada na
antiga cidade italiana de Preneste. A legenda é a seguinte: SECVRITS
REPVBLICE.
Finalmente, no excergo (inscrição da parte inferior de uma
moeda), surge a marca da casa da moeda: SM?B. A letra não identificada
poderá ser um N ou um H. Se for um N é Nicom´dia,
e se for H é Heracleia.
]E necessário não esquecer que em toda a zona do Escoiral,
onde foi feita referencia na monografia A Freguesia de Santa Eufemia e
o seu passado histórico, bem como no lugar dos Ferreiros, persistem
centenas e centenas de escoiras de ferro e, em menor numero, fragmentos
cerâmicos, que apontam para a época em questão..
Contudo, enquanto não aparecerem mais vestígios, nomeadamente
moedas ou elementos de colunas (bases, fustes ou capiteis), temos que
ser prudentes nas certezas
Rafael. J. A. Marques
* * .* *
Pretendo com este artigo dar continuidade ao trabalho
iniciado pelo saudoso P. José Carreira, em Setembro de 1963. Durante
sete números consecutivos do Mais Além, ele mais o Prof.
José Gaspar, embeberam-se na leitura de fontes documentais e deram
a conhecer aos leitores do nosso Jornal um pouco da historiografia da
nossa freguesia.
Ao fazermos uma análise do nosso passado histórico, somos
obrigados a fazer referencia à ilustre fam´lia Verissimo
de Azevedo, que assentou arraiais na
nossa terra há quase dois séculos.
Todos os que já passámos em direcção aos Ferreiros
deparámos, com mais ou menos espanto, com uma lápide que
tem gravado o nome Coronel Verissimo de Azevedo ( 1866--1942 ). Mas quem
foi este homem que deu o nome à respectiva rua?
Luis Verissimo de Azevedo, militar, com patente de Coronel, foi o comandante
da artilharia portuguesa em terras francesas durante a Primeira Gue rra
Mundial ( 1914--1918 ). Ficou célebre pelo modo como comandou as
nossas tropas na batalha de La Lys no dia 9 de Abril de 1918. Por esse
motivo foi homenageado pelo Marechal Pétain e condecorado pelo
rei Jorge V de Inglaterra. Terminada a guerra nesse mesmo ano, só
regressou a a Portugal em 1920, pois ficou a supervisionar a saída
dos nossos soldadosdo porto Françês de Cherbaurg.
Alem de bom comandante de homens, a sua grande experiência levou-o
a leccionar durante muitos anosa disciplina de Fisica-Quimica, no Coégio
Militar em Lisboa
A família Verissimo de Azevedo ganhou raizes na nossa freguesia,
pois o dito Coronel casou, primeiramente, com uma senhora da família
Oliveira, que eram os donos de grande parteda nossa região. Mais
tarde veio a casar por duas vezes com senhoras da familia da primeira
cônjuge. Luis Verissimi de Azevedo era filho de Inácio Aires
de Azevedo, natural da freguesia da freguesia da Pederneira a que, curiosamente,
pertencia Nazaré.
Inácio Aires de Azevedo, ourives de profissão, evidenciou-se
como compositor. as suas principais obras musicais são o Miserere,
que recentemente tem sido cantado pelo coro do Banco Ultramarino, e o
Te Deum, de que se espera para breve a sua audição executada
pelo mesmo coro.
Sector da Comunicação
Tope
da página
|
|