HELENA GASPAR
Casal da Ladeira Santa Eufémia
Leiria

Federação Portuguesa de Téni.tenis.

 

 

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Santa Eufémia Campeã de Futsal

Este ano com a actividade de futsal, conquistamos dois títulos, campeões da zona norte, e campeãs de distrito.
Foi há três anos que iniciamos com actividade de futsal, em outras datas não conseguimos um efeito histórico como este ano, não queremos de todo desvalorizar todas as equipas que por aqui a passam, pelo contrário queremos desde já homenageá-las porque em outros tempos fizeram como que o nome desta colectividade não fosse esquecida.
O nosso muito obrigado pelos patrocinadores, que em vez alguma desacreditaram nesta colectividade, assim com todos os sócios pagantes e não pagantes, que nos apoiam, nesta agradecer, a toda esta equipa técnica, dirigentes, e aos jogadores claro, que em terras mais longínquas conseguiram bons feitos dando o bom nome a nossa terra.
Os nossos agradecimentos a junta de freguesia que nos apoio com os meios que tinha. Resta dizer que estes anos não só fica a boa recordação de uma equipa que conseguira chegar ao final da época com 18 pontos de avanço do 2.º classificado, assim como as vitórias foram mais que muitas e o empate foi dos jogos. Parabéns A.C.R.D. Santa Eufémia.

Edgar

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Futebol e arqueologia dinamizam freguesia de Santa Eufémia

A freguesia está mais dinâmica. Desde Novembro que funciona em Santa Eufémia a Academia de Futebol Juvenil da União de Leiria e há três meses a freguesia viu abrir o Centro de Interpretação do Abrigo do Lagar Velho no Lapedo.
Para Adelino Gaspar, presidente da Junta, ambos os projectos “vieram dinamizar muito a freguesia”, trazendo mais visitantes a Santa Eufémia. Mas o actual executivo da freguesia enumera algumas prioridades para Santa Eufémia.
A construção de um parque de lazer no Lapedo é uma das intenções da Junta de Freguesia. E não a única. A necessidade de terminar a instalação de saneamento básico, que está praticamente concluída, a criação de passeios ao longo da EN 305 e a criação de uma rotunda de ligação entre a circular Oriente de Leiria e a freguesia, no entroncamento com a EN 305, são outras das obras reivindicadas. O estudo para este projecto foi apresentado à estradas de Portugal e há quatro anos que Junta e Câmara aguardam uma resposta, explica Adelino Gaspar. A criação da rotunda “iria beneficiar não só a nossa freguesia como as limítrofes”, resolvendo problemas de acessibilidades, explica o autarca.
Entretanto a Junta vai iniciar a remodelação da iluminação pública, com a substituição dos postes de iluminação.
Quanto ao encerramento da escola do 1º ciclo de Apariços este ano lectivo, a Junta adianta que o problema do transporte dos alunos está resolvido.
Santa Eufémia é constituída por 17 lugares. Tem 10,02 quilómetros quadrados de área e 2.082 recenseados

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Sivio Miguel Gaspar Roda


Filho de Manuel Alexandre de Jesus Roda e de Maria Celeste Carreira Gaspar do Casal da Ladeira.
O currículo desportivo do Guarda Redes Sílvio Roda é, pelo menos, fora do comum. Formou-se no andebol do atlético Clube da Sesmaria, jogou no Académico de Leiria, e foi campeão da primeira divisão na modalidade na baliza do Francisco da Holanda. Mas, há pouco mais de um ano, transferiu-se directamente para a primeira divisão de Futsal para o SP. Pombal.
Foi chamado pela Selecção Nacional de futsal para ser um dos três guarda redes de Portugal no mundial de Taiwan, que se realizou de 21 de Novembro a 5 de Dezembro de 2004. Já antes participara num torneio internacional que Portugal venceu .Recentemente foi convocado para o lote de jogadores que representou no Portugal Europeu de futsal, que se disputou de 14 a 29 de Fevereiro na republica Checa.
O guarda-redes Sílvio Roda confessa;" Tenho uma característica que pode ter sido importante para eu ser escolhido.
Já vários guarda-redes me disseram que tenho a melhor mão da primeira divisão, isto é, uma boa colocação de bola em jogo. Isso deve-se ao facto de ter jogado andebol muitos anos. No futsal, uma bola bem colocada pelo guarda redes é meio caminho andado para o golo. Já temos ganho alguns jogos com assistências minhas Sou um guarda-redes um pouco diferente do normal no futsal e isso foi importante para a minha convocação. Posso ser uma solução quando os adversários nos pressionam muito e é preciso contra-atacar rápido.
Para o Sílvio Roda um grande abraço de parabéns e votos de muitos sucessos.
Já vários guarda-redes me disseram que tenho a melhor mão da primeira divisão, isto é, uma boa colocação de bola em jogo. Isso deve-se ao facto de ter jogado andebol muitos anos. No futsal, uma bola bem colocada pelo guarda -redes é meio caminho andado para o golo. Já temos ganho alguns jogos com assistências minhas Sou um guarda-redes um pouco diferente do normal no futsal e isso foi importante para a minha convocação. Posso ser uma solução quando os adversários nos pressionam muito e é preciso contra-atacar rápido. Para o Sílvio Roda um grande abraço de parabéns e votos de muitos sucessos.

NOTA. Pedimos que comuniquem os nomes e modalidade de outros valores desportivos que existem na nossa terra. É para nós uma honra prestar-lhes homenagem nas páginas do MAIS ALÉM 

Sílvio Roda

Data Nascimento: 29-07-1975 (35 anos)

Posição: Guarda-Redes

Clube: ADR Mata

Currículo:

Instituto D. João V – 2003/2004

Sp. Pombal – 2004/2006

Fundação Jorge Antunes – 2006/2007

Núcleo Sportinguista de Leiria – 2007/2008

Académica – 2008/2010

ADR Mata – 2010/2011

É um dos melhores ou quem sabe o melhor guarda-redes de futsal do distrito de Leiria ! Sílvio Roda, 35 anos é actualmente o guarda-redes titular da ADR Mata e construiu até uma carreira muito interessante na modalidade. Desde cedo começou a sua paixão pelo desporto e foi no andebol que começou, tendo até disputado a 1ª Divisão pelo Francisco de Holanda, mas viria a ingressar no futsal a convite do Instituto D. João V, representando até então clubes como o Núcleo Sportinguista de Leiria, Académica e Fundação Jorge Antunes. Foi internacional português, estando presente no Mundial de 2004 provando ser um dos melhores portugueses na altura, a par de João Benedito. Na época passada assinou pela ADR Mata e contribuiu muito para a dobradinha conquistada pelo clube da Mata dos Milagres. O Desporto Leiria esteve á conversa com Sílvio Roda que falou da sua carreira, dos melhores momentos e ainda confirmou que vai continuar na ADR Mata no regresso aos Nacionais.

Desporto Leiria (DL) -  Sílvio conta aos leitores/visitantes como começaste a tua carreira desportiva?

Sílvio Roda (SR) - Tudo começou quando tinha 11 anos. Como me destacava nos jogos de futebol que tinha com os amigos, fui influenciado por eles que me levaram para ser guarda-redes de andebol, mais propriamente para o Atlético Clube da Sismaria (ACS). Acabei por gostar de ser guarda-redes e durante vários anos joguei andebol, tendo inclusive jogado na 1ª divisão pelo Francisco de Holanda. Devido à instabilidade que existia na altura no andebol e como participava em alguns torneios de Verão de futsal, acerca de 8 anos, tive o privilégio de ter um convite para jogar no Instituto D. João V o que me honrou muito. Por enquanto as coisas têm me corrido muito bem ao nível do futsal e espero ainda jogar mais alguns anos.

DL – Como te defines como jogador, ou seja como guarda-redes?

SR - Como gosto do que faço, considero-me um jogador bastante trabalhador e dedicado durante os treinos. Derivado aos anos que pratiquei andebol, penso que a minha grande qualidade como guarda-redes de futsal prende-se com a colocação/reposição das bolas com a mão. Felizmente nas equipas onde tenho jogado, já permitiu obter vários golos.

DL  – Já representaste clubes como o Instituto D. João V, Sp. Pombal, Núcleo Sportinguista de Leiria, Fundação Jorge Antunes, Académica e ADR Mata. Qual ou quais guardas as melhores recordações?

SR - Todos eles foram diferentes e tive boas recordações em todos os clubes em que passei mas no futsal os clubes que mais me marcaram por serem correctos e sérios no desporto foram a Fundação Jorge Antunes, com quem eu tenho uma boa amizade com o presidente e os directores, e a ADR Mata, clube onde actualmente jogo porque sempre cumpriram com os seus compromissos e estiveram sempre presentes no apoio aos seus atletas nos bons e maus momentos da equipa.

DL – Quem foi o treinador que te marcou mais até hoje?

SR - Pela positiva foi o Mister Adil Amarante, pelo seu carácter, personalidade e competência. Pela negativa Tó Coelho pela sua falsidade e pouca capacidade para liderar um grupo.

DL – Qual o melhor momento da tua carreira?

SR – Sem dúvida a minha primeira internacionalização e a consequente ida a um campeonato do Mundo e da Europa por Portugal. É algo que suplanta qualquer título que se possa conquistar porque nunca é fácil adquirir a confiança de um seleccionador.

DL – Quem é para ti o melhor guarda-redes português da actualidade?

SR - Não tive o privilégio de trabalhar com ele directamente mas para mim é o Bebé do Benfica. Também tenho a destacar o João Benedito porque ele é igualmente uma referência em termos de aplicação e empenho nos treinos e com isso ser também um grande guarda-redes em Portugal.


DL – E o melhor jogador a actuar em Portugal?

SR - Tenho a destacar dois jogadores. Sempre admirei a fabulosa técnica e qualidade de jogo do Divanei do Sporting, com quem joguei na Fundação Jorge Antunes e o Pimpolho do Instituto D. João V pela sua maturidade e o talento que tem para o futsal.

DL – Em 2003/2004 representaste a equipa do Instituto D. João V onde tinhas como treinador Adil Amarante, como recordas esses momentos?

SR – Não poderia ter desejado melhor sorte no meu ano zero no futsal. Tive a sorte de aprender muito em tão pouco espaço de tempo. Como era um treinador que tinha grandes conhecimentos e capacidades para treinar guarda-redes de futsal, adquiri conhecimentos que permitiram-me uma rápida evolução na modalidade.

DL – Como foi o teu jogo de estreia na 1ª Divisão Nacional?

SR – Foi um jogo emocionante que jamais esquecerei por vários motivos. Em primeiro lugar porque a minha estreia oficial na modalidade foi como titular e logo contra o Benfica. Além desta estreia foi o facto de termos ganho em “casa” deles por 6-4. A cereja no topo do bolo foi o facto de eu ter marcado de baliza a baliza o sexto golo do Instituto. Não poderia ter desejado melhor sorte na minha estreia pelo futsal.

DL  – Em 2006/2007, representavas a Fundação Jorge Antunes ao lado de grandes jogadores, como Vítor Hugo, Divanei, Coco, Paulo Leite e realizaram uma época fantástica ficando em 2º lugar na fase regular e só perderam com o Sporting nas meias-finais. Como recordas esse ano?

SR – Foi sem dúvida um dos meus melhores anos desportivos. A qualidade da equipa era soberba e praticávamos um futsal muito vistoso. Fizemos uma época muito boa mas nas meias-finais dos play-offs a sorte não nos acompanhou. Chegamos a fazer o mais difícil que foi ganhar em casa do Sporting em Loures. Nos dois jogos em nossa casa a sorte, a arbitragem e talvez a ansiedade não tiveram do nosso lado e o Sporting acabou por ir à final.

DL – Depois desse ano regressaste ao Núcleo Sportinguista de Leiria. Porque regressaste ao distrito de Leiria?

SR – Essencialmente por motivos profissionais e familiares. A Fundação queria muito que continuasse mas teria que ser profissional a 100% no clube. Como eu tenho um trabalho que me permite alguma segurança em termos de estabilidade financeira, abdiquei um pouco do lado desportivo para regressar e fixar-me em Leiria. Nessa altura a melhor opção foi o Núcleo porque me apresentou um projecto de subida de divisão muito ambicioso.

DL  – Qual a tua opinião sobre o futsal em Portugal?

DL – E o futsal no distrito de Leiria, existem várias equipas na 3ª Divisão, o Amarense na 2ª e até o Instituto na 1ª. Tem tendência para evoluir?

SR – A evolução irá se verificar nos próximos anos. Como a nossa formação no distrito de Leiria é de grande qualidade, tenho a certeza que daqui a 2 a 3 anos teremos mais 1 ou 2 equipas na 2ª divisão.

DL – Este ano ingressaste na ADR Mata e conquistaste a dobradinha. Foi um grande ano?

SR – Sem dúvida, que foi um dos meus melhores anos desportivos porque estive num clube que honrou os seus compromissos, proporcionou boas condições materiais e humanas, sempre nos apoio mesmo nos maus momentos e que conseguiu ganhar todos os títulos que disputou ao longo da época. Além disso, tive o privilégio de estar ao lado de grupo de jogadores fantásticos e muito unidos.

DL – Os adeptos do futsal no distrito afirmam que a tua experiência e qualidade entre os postes foram muito importantes para a equipa da Mata dos Milagres conquistar os objectivos. Como te sentes em relação a isso?

SR - Apenas acredito que colaborei nas conquistas da ADR Mata sem querer me destacar e tirar o mérito dos meus colegas de equipa que tanto se esforçaram como eu para conseguirmos estes feitos ao longo desta época.

DL – O clube subiu á 3ª Divisão. Podes confirmar que vais renovar e ajudar o clube neste regresso aos nacionais?

SR – Vou continuar na ADR Mata como sempre desejei. Foi fácil chegar a um acordo. Acertei todos os pormenores no passado dia 12 de Junho.

DL – Já foste convocado para a Selecção Nacional. Recorda esses momentos da estreia?

SR – Perfeitamente. A minha 1ª internacionalização foi em Tavira contra a Inglaterra. Foi um jogo onde tive o prazer de relembrar quem me ajudou a chegar até ali e onde tive o privilégio de ter o meu irmão como espectador.

DL – Como recordas a presença no Mundial 2004?

SR – Uma sensação única. Estar numa fase final foi sem dúvida um feito na minha carreira desportiva. Estar a competir com os melhores do mundo proporcionou-me uma enorme satisfação e um orgulho imenso por representar Portugal. Relembro também do estágio em Macau onde fizemos um jogo de preparação contra o Brasil. O apoio das pessoas foi muito importante para o nosso sucesso nessa fase final.

SR – Têm muita competitividade e bastante qualidade. A evolução nos últimos cinco anos tem sido evidente e cada vez se trabalha melhor nos escalões de formação. Só é pena aqueles clubes que participam em campeonatos nacionais e ao fim de 1 ou 2 anos terminam por falta de verbas ou incapacidade para gerir um clube.

DL – Faltou-te ou ainda te falta alcançar algo na tua carreira?

SR - Na vida, como no desporto, ambicionamos sempre mais e eu procuro em cada época conquistar novas metas de modo a sentir-me realizado. E é por isso que a motivação para continuar a jogar é enorme pois tenho o desejo de conquistar novas metas e novos títulos no futsal.

DL – Para terminar convido-te a fazeres o 5 ideal de jogadores com partilhaste o balneário.

SR – Então cá vai: Pascal; Fábio, Tiago Moreira, João Leite e Divanei.

Gonçalo Ferreira – Desporto Leiria

 

 

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“O desporto para deficientes é quase um enteado do Estado”

Atleta paralímpica

. JORNAL DE LEIRIA (JL) – A sua participação nos Jogos Paralímpicos decorreu dentro das suas expectativas?
Odete Fiúza (OF) – Foi uma participação muito positiva, porque bati o meu recorde pessoal. Chegar ao quarto lugar era a minha ambição, que não ficou muito longe. Foi uma marca bastante assinalável, não só o quinto lugar, mas a marca pessoal, que exprimiu e compensou o trabalho feito durante um ano. Apesar de só ter feito uma prova em Atenas, os 1500 metros, porque não houve 5000 metros, onde sou melhor.

JORNAL DE LEIRIA (JL) – Nos Jogos ainda não conquistou nenhuma medalha, mas já conquistou ouro no Campeonato do Mundo.
OD – A minha melhor marca em Jogos é o quarto lugar, nos 5000 metros, conquistado em Sidney. O desporto para deficientes tem vindo a evoluir bastante e surgiram novos atletas, nomeadamente os africanos. Verifica-se que há um grande investimento e é verdade que as marcas e recordes caíram em Atenas. Tenho tido uma carreira bastante constante e as minhas marcas em termos de competições europeias, mundiais e paralímpicas têm exprimido essa constância no treino.

JL – Fala na evolução que se tem verificado no desporto para deficientes, mas continuam a sentir muitas dificuldades?
OF – Os portugueses têm tendência para se estarem sempre a queixar. O desporto em geral é um parente pobre do Estado, digamos que o desporto para deficientes é quase um enteado. Estamos também a falar de uma realidade recente, pois a Federação Portuguesa para Deficientes foi constituída em 1988. Deparamo-nos ainda com muitas barreiras de mentalidade. Se não ultrapassarmos isso, tudo o resto são trabalhos vãos, porque depois não há receptividade. Em 1995, o Estado consagrou os atletas de alta competição, mas muitas vezes isto surge na lei e não passa do papel. Ao nível dos apoios, verificamos também uma evolução. Neste ciclo olímpico houve um salto significativo, quer por parte da Federação quer pelo Estado, mas continuam a ser reduzidos. A questão das bolsas aos atletas foi uma promessa concretizada, mas não são iguais aos olímpicos e é curioso que este apoio foi recebido quando estávamos a ir para Atenas, em Agosto de 2004, apesar de se reportar a 2003. Louvo esta atitude, mas o meu desejo é que este seja um apoio que se prolongue para Pequim e que seja entregue antes da partida.

JL – Em relação aos prémios também recebem muito depois?
OF – Essa é outra polémica. Os prémios são o reconhecimento do mérito desportivo. A portaria que consagra os atletas deficientes de alta competição surge dois anos depois daquela que se reporta aos ditos normais. A portaria também não consagra prémios iguais aos atletas olímpicos e paralímpicos. Somos penalizados, pois se recebermos mais que uma medalha só a primeira é paga a 100 por cento e a quarta já nem é paga. Uma medalha de ouro olímpica vale cerca de 30 mil euros e uma medalha paralímpica vale dez mil euros.

JL – Sente que os atletas paralímpicos são tratados de forma diferente?
OF – Obviamente. A nossa batalha é tornar todas estas questões mais consistentes de modo a que se possa chegar à igualdade, sem haver um tratamento diferenciado. Mas tem de haver uma assunção clara por parte do Governo, saber se os atletas paralímpicos são de alta competição ou não, ou se será qualquer coisa entre reabilitação e integração. A partir do momento em que está na lei e que o Governo diz que são atletas de alta competição, aí é claro e o Estado tem de assumir os reais encargos.

JL – Já alguma vez se sentiu estigmatizada?
OF – Costumo dizer que sou uma privilegiada. Fui criada no seio de uma família que não só me protegeu, como me criou todas as condições para suprir as dificuldades. Tinha consciência que um dia as coisas iriam ser diferentes. É no mundo do trabalho que as coisas são complicadas. Não sei se é ser estigmatizada ou não, mas sinto que tenho de mostrar mais que os outros. A priori já é uma desvalorização.

JL – Sente-se reconhecida em Leiria?
OF – Não muito. Já corro há 11 anos e já tive grandes êxitos desportivos e penso que não os vivi, talvez porque o desporto para deficientes não era dignificado. Em 2000, a Câmara Municipal de Leiria galardoou-me, na sequência dos Jogos Paralímpicos e foi um acto de reconhecimento público, que me fez sentir muito honrada. Também fui convidada para o Júbilo dos atletas nesse ano e no dia 11 de Dezembro recebi a medalha de mérito da cidade de Leiria. Não sei se gostaria de ser mais ou menos reconhecida, mas seria bom para a cidade, que eu servisse como exemplo para as pessoas e estímulo para a própria actividade desportiva.

JL – Os Jogos de Pequim são o próximo objectivo?
OF – É a meta a quatro anos. A curto prazo são os campeonatos da Europa, na Finlândia, em Agosto. No desporto temos de ir ‘step by step’, como diria um provérbio chinês: “Pequenos passos fazem uma grande caminhada”, e não podemos querer dar um passo maior que a perna. Pequim é a minha meta e talvez o meu fim desportivo. Não é que me sinta velha, mas outros objectivos me chamam.

JL – Os paralímpicos conquistam mais medalhas que os olímpicos. Considera que se houvesse mais condições para os atletas deficientes fosse possível alcançar ainda melhores resultados?
OF – Neste momento, essa questão é prioritária. Se analisarmos os resultados desportivos de Atenas e Sydney, apesar do número de medalhas não ser muito diferente, por exemplo, o atletismo de deficiência visual era uma modalidade que tinha resultados desportivos muito bons. Fomos detentores de recordes do Mundo, Paralímpicos, desde os 200 aos 5000 metros e, neste momento, a deficiência visual trouxe três medalhas. Tem de haver uma renovação de atletas urgentemente e mais investimento. Aqui funcionamos por carolice. Os outros países começaram a investir, mais a sério e a tratar os paralímpicos como atletas de alta competição. Nós não somos tratados assim, apenas no papel.

JL – Pensa fazer alguma coisa pelo desporto para deficientes em Leiria?
OF – Tenho um sonho muito grande. Gostava de lançar a nível nacional um projecto de detecção de valores desportivos transversal a todas as deficiências. No mundo da deficiência há tantos problemas que eu adorava ter um programa de mobilidade, para procurar suprir as dificuldades mais básicas da postura, da aceitação do corpo. O meu sonho era ter um papel nesta área, talvez o papel do desporto escolar falhado ou nunca implementado. Porque a alta competição surge naturalmente e não é para todos.
Elisabete Cruz

Santa Eufemia esteve presente
Atletas Caterina e PatríciaRealizou-se entre os dias 1 e 3 de Dezembro, o XIV Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, em Sabrosa, Vila Real.
A competição envolveu a selecção de Orientação Espanhola e a Portuguesa, constituída por vários atletas de vários escalões, onde se integraram duas jovens da nossa freguesia: Catarina Ruivo e Patrícia Casalinho, ambas da Caxieira.
Estas atletas, que muito se dedicaram a esta modalidade, subiram ao pódio: ambas as jovens foram vice campeãs ibéricas em distância média; Patrícia sagrou-se campeã ibérica em distância longa e sprint ( prova curta ); Catarina conseguiu dois terceiros lugares, em distância longa e sprint.
Note-se que estas jovens começaram a praticar a modalidade, muito cedo, em desporto escolar e rapidamente tomaram gosto pela orientação, o que fez com que se federassem num clube de Leiria ( Clube de Orientação do Centro--COC).
Com muito treino e dedicação, evoluíram e, em 2005 já estavam no campeonato da Europa de Jovens (EYOC), na República Checa. Este ano, em Junho voltaram a vestir as cores de Portugal: Catarina participou, pela segunda vez, no EYOC, desta vez na Eslovénia, e a Patrícia participou no campeonato do mundo de Juniores (JWOC ), na Lituânia.

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Orientação o que é?
A orientação é um desporto recente em Portugal, mas tem já 100 anos de existência enquanto desporto organizado. É uma das modalidades desportivas que mais tem crescido nos últimos anos em Portugal ! A competição concilia-se com o lazer, num espaço que proporciona um permanente contacto com a natureza. Cada pessoa escolhe o seu ritmo em função dos desafios que determinou, encontrando-se mesma e, simultaneamente, permitindo conhecer novas pessoas, fazer novos amigos.
Na partida, cada praticante recebe um mapa onde estão marcados pequenos círculos que correspondem a pontos de controlo, materializados no terreno pelas "balizas" (primas de cores laranja e branca), que estão acompanhadas de uma estação de uma estação electrónica Introduzindo o seu identificador o praticante comprova a passagem por cada ponto.
A escolha do itinerário entre cada ponto de controlo é uma opção do próprio praticante! Cada ponto é uma meta e, simultaneamente, a partida para um novo desafio. Cruzando prados, ribeiras e florestas, o praticante sente-se parte integrante do espaço que percorre... A velocidade de movimento tem que ser acompanhada pela velocidade do raciocínio para ler o mapa e interpretar a relação mapa/terreno, ponderar sobre as várias opções de itindir!

Catarina Ruivo

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